maio 23, 2013

Silenciando a saída AMI no asterisk.

Como silenciar a interface AMI do asterisk com o “Events: off”.

Passando por outra fase do desenvolvimento envolvendo PHP + Asterisk, precisei executar comandos via interface AMI. Para ter certeza sobre o funcionamento do comando, fiz o básico: me conectei à interface AMI do meu asterisk através da aplicação telnet na porta padrão.

O ruim do teste era a quantidade de dados que passavam loucamente na tela, onde mal se tinha tempo para digitar um comando pois os caracteres digitados iam sendo engolidos pelo tráfego que fluia em grande velocidade, afinal, tudo que se passa dentro do asterisk, “passa” por ali.

Como eu já havia passado pelo mesmo problema na console CLI e consegui descobrir como silenciar os logs na console CLI para efetuar meus testes com tranquilidade, imaginei que fuçando, encontraria como fazer o mesmo na interface AMI. Bingo. Basta que ao se conectar na interface, usar o parâmetro Events com o valor off. Veja como:

AsternicDEV:~# telnet localhost 5038
Trying 127.0.0.1…

Connected to localhost.

Escape character is ‘^]’.
Asterisk Call Manager/1.1
Action: login
Username: <your_user>
Secret: <your_pass>
Events: off

Response: Success
Message: Authentication accepted

Pronto. Feito isso, você terá uma tela exclusiva, onde só irá aparecer os resultados dos comandos que você digitar.

DICA: tenha em um arquivo texto simples, os principais trechos de códigos utilizados na interface AMI para que você possa copiar e colar no terminal onde está executando o telnet. Assim, você terá mais rapidez, evitando que a sessão do telnet expire ou até mesmo de errar na digitação e ter que redigitar tudo novamente. Copiou, colou, dois enters e pronto.

 

maio 22, 2013

Silenciando o CLI do asterisk

Quem costuma utilizar a console CLI do asterisk seja para uma simples análise em tempo real, ou para testar comandos diversos, ou mesmo consultar a ajuda dos comandos ou qualquer outro fim, por vezes se depara com um tráfego muito alto de informações o que acaba por atrapalhar a leitura das informações.

A maneira de interromper  esse tráfego, é utilizando o comando “logger mute“.  Esse comando alterna a saída de log na console, ou seja, digitando o comando uma vez, ele “cala” o processo de saída de log e digitando novamente, é reabilitado o processo de log.

Uma vez estando habilitado, você verá na console apenas os resultados dos comandos que você executar, até que desabilite o mute redigitando o comando. Isso é uma mão na roda quando se está em ambiente de produção com muitas ligações e logins AMI rolando na tela.

 

Logger mute

resultado da execução do comando “logger mute” na CLI

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março 10, 2013

Conversão de inteiro para byte gera negativo?

Continuando os estudos em JAVA, me deparei com um probleminha de conversão entre tipos diferentes de dados. Apesar de ser claro para nós que cada tipo tem suas próprias características, não deixa de ser estranho quando você vê dois tipos que de certo modo contemplam um determinado valor e no momento da conversão de um para outro, acontece algo inesperado.

Bem, inesperado mas nem tanto. Para saber mais, nos resta descer no detalhe e literalmente escovar os bits. Vamos ao problema e sua solução.

O trecho de código para esta experiência foi este que segue abaixo, onde utilizei ECLIPSE para rodar e ver o resultado:

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/** @author Cláudio Eden - claudio.eden@gmail.com */
public class TestConvByte {
 
    public static void main(String[] args) {
 
        int l = 393;
        byte b;
        b = (byte) l;
        System.out.println( "O valor de 'b' é: " + b);
 
    }
}

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fevereiro 20, 2013

Minhas APP’s para Android

Você é usuário de Android? Visite minha página de desenvolvedor no Google Play Store e fecha os aplicativos que já desenvolvi.

Dê uma força: Instale e comente.

A primeira APP para Android desenvolvida por mim foi “Álcool X Gasolina“. Uma simples aplicação sem propagandas (ads) nem limitações para proprietários de veículo FLEX, onde você informa o valor do litro do combustível e informa a qual tipo de combustível (se gasolina ou álcool / etanol) este valor se refere através da seleção entre as duas opções apresentadas no radiobutton e tem sua resposta informando qual é a sua melhor de combustível baseado na sua informação aplicando a regra básica (nada mais que isso) que do etanol ser vantajoso, é preciso que o litro custe menos que 70% do preço do litro da gasolina.

A segunda, ainda na linha de aprendizagem da plataforma, foi “Cálculo de Fatorial“. Cálculo de Fatorial é um aplicativo capaz de calcular o fatorial (n!) de um número n. Esta é uma aplicação simples mas que pode auxiliar em atividades do seu dia-a-dia, como durante o estudo de Fatorial para certificar se seu cálculo foi bem feito, em provas quando permitido o uso exclusivo para um determinado cálculo, etc.

Você pode visualizar estas aplicações direto na minha página de desenvolvedor no Google Play Store ou pelo QRCODE abaixo:

1362922268

 

Ou ainda no AndroidPIT:
Alcool X Gasolina - Android Market

Desde já agradeço sua visita, e conto com seu comentário e avaliação para que eu possa melhorar os detalhes para as próximas atualizações.

janeiro 11, 2012

Bloqueando uso de CDROM e PENDRIVE no Ubuntu

Proibindo o uso do Pendrive no LinuxContinuando a saga de aprimoramento da imagem do S.O. baseado no UBUNTU para uso corporativo na empresa onde trabalho, fomos (eu e equipe) em busca de uma solução para impedir o uso de pendrive e CDROM nos micros com o Linux, uma vez que nos micros com Windows, o bloqueio é feito via GPO.

Como sempre, recorremos ao Pai Google e, inevitavelmente, vamos lendo uma série de sites, alguns mais respeitados pelo seu conteúdo e outros que vamos descobrindo que são apenas CTRL + C / CTRL + V de outras fontes (e até assim conseguem produzir texto com erro).

A dica mais clara e acertada para o bloqueio do uso de Pendrive encontramos aqui [Viva o Linux] que sugere impedir o carregamento do módulo usb_storage, porém não falava nada de como bloquear o uso do CDROM. Mas foi o ponto de partida, pois imaginamos (e constatamos) que a linha de raciocínio deveria ser a mesma, faltando apenas saber exatamente qual o módulo era responsável pelo CDROM.

Pois bem, partindo da sugestão do Thiago Marques, executamos o procedimento para impedir o uso do pendrive que transcrevo abaixo, me permitindo alterações e ajustes no texto.

Primeiramente vamos descarregar o módulo usb_storage do kernel. Para isso, vamos digitar a seguinte linha em um terminal:

$ sudo rmmod usb_storage

NOTA: alguns autores indicam a remoção do módulo com o uso do “rmmod“, enquanto outros com o uso do “modprobe -r” o que, confesso, me deixou meio em dúvida de qual utilizar. Dando uma lida no man das duas funções, percebi que até a descrição é a mesma, logo, remova o módulo usando o que mais lhe convêm. Fica a dica.

Em seguida vamos editar o arquivo /etc/modprobe.d/blacklist.conf e inserir as seguintes linhas que servirão para impedir que outros processos iniciem este módulo:

# bloqueio de dispositivos de armazenamentos removíveis USB (pendrive)
blacklist usb_storage

OBS.: fique a vontade para editar o arquivo como você preferir, com gedit ou vim, porém lembre-se de fazê-lo como super-usuário.

Agora uma reiniciada básica do S.O. e pronto. Pode tentar inserir qualquer dispositivo de armazenamento na porta USB e o mesmo não será reconhecido nem mesmo dada a condição para ser montado ainda que manualmente.

Para ver em tempo real o que está acontecendo, abra um terminal e digite o seguinte comando:

$tail -f /var/log/syslog

Você irá acompanhar que, diferentemente de antes do bloqueio, o USB não mais é montado.

Pois bem, aproveitando o terminal aberto, inseri um CD no desktop e percebi que igualmente ao processo que acontecia com a montagem do pendrive, acontecia a chamada a um módulo quando o CD era inserido (isofs). Imaginei que realizando o procedimento acima e inserindo o bloqueio deste módulo no blacklist.conf, resolveria meu problema. Eureka!! :)

Voltei ao arquivo e alterei o trecho deixando-o assim:

# bloqueio de dispositivos de armazenamentos removíveis (pendrive e CDROM)
blacklist usb_storage
blacklist isofs

Outro reinicio e pronto. Nem pendrive nem CDROM o usuário comum consegue ter acesso. Alias, na verdade ninguém mais, porém para voltar a utilizar, basta remover essas entradas no arquivo blacklist.conf e tudo volta ao estado normal de uso.

Aproveitando o tema, deixo a dica para quem quiser dar uma consultada nos módulos que estão em uso no seu linux. Use o comando “lsmod” para ver uma listagem dos módulos carregados. Serão apresentados todos os módulos em uso, distribuídos em três colunas que são respectivamente:

1ª coluna: Nome do Módulo
2ª coluna: Tamanho
3ª coluna: Se está em uso ou não. Esta coluna é numérica, sendo 0 (zero) para quando não está em uso ou outro número para mostrar que está em uso 1 ou mais vezes e em alguns casos, por qual processo.

janeiro 9, 2012

Visual Ubuntu – Conky Lua

Alterando uma coisinha e outra no visual do meu Ubuntu, fui atrás de como deixar o conky mais interessante adicionando algo relacionado ao badalado Lua [veja mais clicando aqui].

Aproveitei o resultado e postei um print no forum do UBUNTUED na seção criada especificamente para este fim. Visitem a página e vejam diversos outros visuais interessantes em diversas distros mas principalmente no Ubuntu.

Caso queiram utilizar o arquivo com a configuração idêntica, basta salvar clock_rings.lua (baixar e descompactar) e acrescentar as seguintes linhas em seu arquivo .conkyrc antes da tag TEXT.

lua_load ~/clock_rings.lua
lua_draw_hook_pre clock_rings

Cuidado para informar o caminho correto do local onde você salvou o arquivo.

Clique na imagem abaixo para ver em tamanho natural. Na imagem podem ver o script que baixei do gnome-look porém fiz minhas alterações. Poderão ver também que estou usando o AWN – Avant Window Navigator com o tema Lucido que permite uma gama de personalização impressionante, desde os degradês e cores até a disposição dos elementos dentro da barra.

janeiro 1, 2012

Novo arquivo do Conky – Rede Automática

Distribuindo o Conky 9.conkyrc) em alguns micros na empresa, percebi que a informação da placa de rede vez ou outraConky com Placa de Rede Automática não pegava pois em alguns micros ora era a placa ETH1 ora a ETH0, inclusive em meu notebook, ora WLAN0 ora ETH0.

Pesquisei um pouco na web, em alguns sites e na própria documentação do Conky e encontrei uma solução.

Veja o print (no rodapé dá pra ver os dados da WLAN0 que era a utilizada no momento do print) mas que, basta eu inserir o cabo que é exibido também ou no lugar de, a configuração da outra placa.

Deixei também um trecho do código que encontrei (acho que em algum artigo do Ubuntued) que pega o IP externo. No meu caso é interessante pois na empresa, em cada sede, temos mais de um link de saída e isso ajuda a identificar mais rapidamente o link que estou em casos de problema com um dos links.

Abaixo transcrevo o trecho do arquivo .conkyrc para quem desejar testar.

${font Webdings:size=15}i${font}${font Aerial:style=Bold:pixelsize=12}  REDE${font Zero Threes:size=8} ${hr 2}
# Verifica qual placa de rede está ativa e exibe os dados desta, sem necessidade de alterar para cada ambiente
IP Externo: ${color #006699} $alignr${execi 3600 curl http://riivo.eu/php/ip.php}${color}
DNS:${color #006699} $alignr${nameserver 0}${color}
# |–WLAN0
${if_up wlan0}
IP Interno (wlan0):${color #006699}$alignr${addr wlan0}${color}
Gateway:${color #006699}$alignr${gw_ip}${color}
Qualidade do link:${color #006699}$alignr ${wireless_link_qual wlan0}%${color}
Conectado a rede:${color #006699}$alignr${wireless_essid wlan0}${color}
#$alignr${font Webdings:style=Bold:pixelsize=14}5${font} ${upspeed wlan0}${font Webdings:style=Bold:pixelsize=14}6 ${font}${downspeed wlan0}
# |–ETH0
${else}${if_up eth0}
IP Interno (eth0):${color #006699} $alignr${addr eth0} ${color}
Gateway:${color #006699}$alignr${gw_ip}${color}
#$alignr${font Webdings:style=Bold:pixelsize=14}5${font} ${upspeed eth0}${font Webdings:style=Bold:pixelsize=14}6 ${font}${downspeed eth0}
# |–ETH1
${else}${if_up eth1}
IP Interno (eth1):${color #006699} $alignr${addr eth1} ${color}
Gateway:${color #006699}$alignr${gw_ip}${color}
#$alignr${font Webdings:style=Bold:pixelsize=14}5${font} ${upspeed eth1}${font Webdings:style=Bold:pixelsize=14}6 ${font}${downspeed eth1}
${endif}${endif}${endif}

dezembro 31, 2011

Conky – Monitorando seu Linux com estilo.

Gosto muito de ter informações, que julgo importante, sempre às mãos. Somado a isto, gosto também de ter um ambiente personalizado, customizado por mim, para mim, e que tenha alguma utilidade.

Pois bem, dentre os vários gadget’s que encontrei web a fora para colocar em meu desktop, deixando-o mais “eu”, optei pelo Conky. Ele é um excelente monitor de sistemas e que traz algumas vantagens que me ajudaram na decisão por ele se comparando a outros aplicativos da mesma categoria. Dentre as vantagens, podemos destacar:

  • É leve – consome pouca memória;
  • É completamente customizável;
  • É totalmente grátis

Veja alguns screenshots na página do aplicativo para ter uma noção mais precisa do que o Conky pode fazer por você. Ao lado inseri Conkyuma imagem da minha atual configuração e certamente quando estiver lendo este post, eu já o terei alterado como costumo sempre fazer de modo a mantê-lo sempre como um atrativo e evitar que se torne apenas mais um “enfeite” em minha área de trabalho.

Antes de neste post passarmos algumas dicas de como instalar, configurar e personalizar o Conky, vale chamar a atenção para uma característica super interessante do Conky. Além dele permitir customização a nível de cores e fontes, permite também a customização pela inserção de scripts que ele executa em tempo real e com isso permite exibir alguns dados que não pertencem ao ambiente ou ao desktop onde ele está instalado, como por exemplo, exibir se você tem e-mails não lidos em sua caixa de mensagem do GMAIL.

O uso de scripts pode exigir de você um conhecimento em alguma linguagem de programação, desde o simples e poderoso Shell Script até algo mais elaborado usando por exemplo o Python.

A Instalação

Vou falar sobre a instalação no ambiente Debian, mais precisamente na distribuição Ubuntu. Porém no próprio site do Conky, existe explicação para a instalação em outros sabores de Linux como o Gentoo, Arch e outros.

Abra um terminal e digite:

sudo apt-get install conky

Deverá ser solicitada a senha do usuário com permissão administrativa para executar esta operação. Digite a senha e aguarde a instalação. Eventualmente pode ser que seja exibida uma pergunta em seu terminal aguardando que você confirme se deseja realmente prosseguir com a instalação. Neste caso, digite S ou Y, dê um enter e aguarde a finalização da instalação.

Após instalado, quando seu prompt estiver disponível, digite o seguinte comando para executar o Conky pela primeira vez e com as configurações básicas “de fábrica”.

conky & bg

Obs.: o “& bg” após o nome do comando serve apenas para jogar o processo para background e lhe disponibilizar o prompt do terminal novamente, para que possamos continuar nosso trabalho de configuração.

Veja que em sua área de trabalho já está sendo exibido o conky, do jeito que veio ao mundo. Realmente é algo que necessita de imediato de uma mudança para cair no agrado até do menos exigente dos mortais. Portanto, vamos prosseguir com nossa instalação, passando agora para a personalização de modo a deixá-lo ao gosto pessoal de cada um.

Antes porém acho importante deixar aqui uma dica. Para não termos que executar o comando em um terminal a cada vez que ligarmos nosso micro, interessante é deixar que o Conky seja executado automaticamente ao abrirmos uma sessão em nosso desktop. Para isso, vamos criar um atalho para um “arranque automático” mas para evitar um pequeno probleminha de estética, vamos chamar o Conky através de um script onde iremos executar um comando que irá dar um tempo ao sistema antes de efetivamente acionar o Conky pois em muitos casos, se o Conky for chamado tão logo o ambiente gráfico seja iniciado, ele irá sobrepor inclusive os paineis que você eventualmente utilize, ficando meio “engessado” em um canto de sua área de trábalho.

Vamos por partes:

1. Criar o script digitando em um terminal o comando para criar o arquivo que irá conter o script:

touch run_conky.sh

2. Agora edite este arquivo, utilizando o editor de sua preferência (nano, vim, gedit, etc). Vamos aqui usar o VIM.

vim run_conky.sh

Ao aparecer a tela do editor com o arquivo aberto, aperte a letra “i” para entrar no modo de edição do VIM e digite o seguinte código:

#!/bin/sh
sleep 35 && conky

Aperte a tecla “esc” para sair do modo de edição. Em seguida aperte “:” (dois pontos) e digite as letras “wq” e dê um enter. Pronto, já temos o nosso script criado. Apenas a título de informação, o comando sleep faz com que o script faça uma pausa em segundos de acordo com o número passado como parâmetro, neste caso, 35 segundos, antes de executar o próximo comando que efetivamente é a chamada ao Conky.

3. Agora precisamos tornar o arquivo que criamos em um executável, digitando no terminal o comando

chmod a+x run_conky.sh

4. Vamos agora criar o arranque automático, que irá efetivamente executar o nosso script e não o Conky diretamente. Abra a “Preferências dos aplicativos de sessão” clicando no menu Sistema > Preferências > Aplicativos de Sessão. Clique no botão “Adicionar“. Na janela que se abre, digite os seguintes dados:

Nome: Conky

Comando: /home/seu_usuario/run_conky.sh

Comentário: Executar o CONKY

Após inserir os dados, sua janela deve estar similar a da figura abaixo:

Criando um Arranque

Clique no botão “Salvar“, em seguida no botão “Fechar” da janela de “Preferências dos aplicativos de sessão” e prontinho. A partir do próximo logon em seu ambiente gráfico, o arranque irá executar o nosso script que irá “dar um tempo” e então executar o Conky. Você pode alterar o tempo de acordo com seu gosto, pode inclusive omitir esse comando, porém é bom testar e ver se realmente não terá problema com o Conky se sobrepondo a outras janelas e ficando travado por cima de tudo em vez de ficar no cantinho dele enfeitando a nossa área de trabalho como tem de ser.

Pronto. Concluída essas etapas, vamos agora evoluir e passar para a parte realmente interessante: a customização do nosso Conky.

A Personalização

O Conky, tão logo é instalado e iniciado pela primeira vez, tem uma aparência com um fundo preto, e aparece do lado esquerdo de nosso desktop normalmente onde colocamos nossos ícones, com fonte padrão e informações básicas. Como dissemos no inicio deste post, o Conky permite um nível de personalização que chega a ser impressionante. Vejam por exemplo esse post no Ubuntued onde o resultado é uma aparência semelhante ao do Windows Phone Seven. No site oficial do Conky você encontra na seção de documentação, todas as chamadas que o aplicativo traz embutido, lembrando que outras você ainda pode criar via script.

Pois bem, para que nosso Conky fique do jeitinho que queremos, vamos editar o arquivo de configuração. Inicialmente o arquivo está no diretório de instalação em /etc/conky, porém temos que criar um arquivo “.conkyrc” (com o ponto no início e sem as aspas) no diretório home do usuário. É neste arquivo que a mágica acontece. Para facilitar nosso trabalho inicial, visite  página http://conky.sourceforge.net/screenshots.html e clique no link abaixo da imagem que mais lhe agradar para copiar o texto a ser colado em seu arquivo .conkyrc para iniciar e, posteriormente, você pode ir alterando alguns parâmetros, excluindo uns e adicionando outros, até chegar ao ponto ideal. Disponibilizo também o arquivo com meu .conky para quem desejar usar, porém ressalto que deve ter instaladas as fontes Webdings e OpenLogos para que funcione tal qual é mostrado no screnshoot.

Após colar o texto e fechar o arquivo, pode ser que seja necessário reiniciar o Conky. Para isso, execute no terminal o comando abaixo:

killall conky && conky

Alguns artigos internet afora informam que após qualquer atualização no arquivo de configuração do Conky (/home/seu_usuario/.conkyrc), o Conky deve ser finalizar e reiniciado. Particularmente, sempre que executo o comando salvar no VIM (:w), meu Conky já se recarrega automatica e instantaneamente com as novas configurações.

Dois pontos interessantes a destacar nessa parte:

  1. Fontes diferentes – Usando a tag ${font} é possível alterar inline a fonte a ser utilizada naquele momento, ou seja, pode ser dada a um caractere ou um conjunto de caracteres, uma roupagem diferente do restante, permitindo utilizar qualquer fonte que esteja instalada em seu Linux, inclusive fontes com imagens semelhante ao que podem ver no print que disponibilizei no início do artigo onde eu utilizei a fonte OpenLogos para que seja exibido o pinguim ao lado do nome sistemas.
  2. Cores diferentes – Usando a tag ${color} você pode mudar a cor do texto, a qualquer momento, misturando todas elas para deixar o seu Conky mais atraente e combinando com o tema do seu Linux. Sugiro consultar uma tabela de cores hexadecimal, como a exibida neste site http://erikasarti.net/html/tabela-cores-seguras-web-safe/

Neste ponto é interessante que você dedique um tempinho para mexer bastante no arquivo de configuração e aprender como alterar este arquivo. É sempre ideal que você mantenha uma cópia antes de iniciar as alterações pois em alguns momentos uma letra fora do lugar pode fazer com que seu Conky deixe de ser exibido. Por isso fique atento durante as alterações para, quando for preciso, saber aonde deve ser alterado para que tudo volte ao normal.

Considerações gerais

Uma excelente aplicação para o Conky é no ambiente corporativo. Recentemente  na empresa em que trabalho, tivemos uma demanda que nos permitiu incluir no parque alguns micros com Linux em meio aos outros que continuariam a existir com seus S.O. proprietário e em cujas áreas de trabalho, utilizávamos o BGINFO para facilitar a coleta de alguns dados utilizados no momento de um suporte técnico.  O Conky foi a opção que utilizamos para atender com louvor ao propósito.

 

 

dezembro 28, 2011

Defaced – brincadeira de crianças.

Lammers existem aos montes nesse mundão afora. Script kids nem se fala.

Hoje ao acessar este meu site,  me deparei com a página (vide imagem abaixo) com a mensagem “Defaced By Sykes“. Engraçado para nós profissionais de TI, é ver como essas crianças (no sentido de imaturidade digital e tecnológica) ainda se vangloriam de seus “maravilhosos” feitos e fazem questão de assinar com o característico “By me”.

Para quem não conhece direito sobre o assunto, especificamente sobre este processo de ataque denominado deface, muito por alto poderíamos dizer que trata-se de uma alteração – normalmente superficial – da página principal de um site, através da exploração de uma brecha de segurança ou defeito de alguma aplicação/serviço no servidor onde o site está hospedado.

Site eden.com.br em defaced Alguns atores neste espetáculo são realmente “espetaculares” – com perdão do trocadilho – nessa área. Fuçam e descobrem os meios de acesso indevido, descobrem brechas de segurança e, de fato, conseguem com seu conhecimento real, efetivar invasões e muitas das vezes, alertam aos desenvolvedores e empresas, sobre o problema de segurança.

Já outros atores, que poderíamos compará-los a figurantes de novela de segunda categoria, apenas se utilizam de migalhas desse conhecimento, deixadas espalhadas ao longo da estrada digital e, por não terem ainda compromisso com a civilidade nem tão pouco maturidade para imaginar consequência de seus atos insano-infantis, pegam ferramentas e receitas de bolo pronta, onde o máximo que fazem é dar um CTRL+C em um trecho de código (que eles não conseguem diferenciar nem mesmo a linguagem), e em seguida um CTRL+V em uma janelinha de uma ferramenta e não muito mais, um clique. E pronto. Voi lá. Se deparam com sua “obra prima” onde fazem questão de assinar: “defaced by me”.

Quando suas cabecinhas estiverem um pouco mais madura – particularmente não acredito que esses seres cheguem a um patamar que possamos classificá-los como adultos pela inteligência, apenas pela idade – verão como os adultos – me refiro agora ao nível profissional e não idade – tinham motivo de sobra para boas gargalhadas sobre suas fanfarrices.

Meu conselho: deixem essas ferramentas prontas de lado. Usem a cabeça de verdade, pensem, estudem e, quem sabe, consigam reverter tal situação quando as crianças digitais de sua época, o fizerem vítima também um dia.

 

junho 2, 2011

Reboot no asterisk através de um ramal

Essa dica é para alguém que pode de repente se deparar com um cenário onde exista um servidor com asterisk e que, por algum acaso, não tenha acesso a console deste para executar o comando “reboot” para reiniciar o servidor/serviço na tentativa de restabelecer o serviço.

Um cenário que poderíamos ilustrar isso seria um servidor em uma sede remota, onde nem mesmo exista pessoal de TI ou algum preposto que tenha conhecimento para acessar o servidor e inserir o comando para reiniciar este servidor. Como temos um ramal exclusivo previamente cadastrado para executar este comando, claro que acrescido da segurança de uma senha, basta que qualquer um dentro da unidade (ou mesmo de outra unidade, desde que tenha acesso a discar para o ramal especial), disque para o ramal e ao ser indagada, informe a senha. Continuar lendo